Sincronismo entre os sinais do Sensor de rotação G28 e do Sensor de fase G40 no motor EA 111

Por: Redação

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Hoje, vamos analisar o sincronismo entre os sinais dos sensores de rotação e do sensor de fase. Através deste sincronismo é possível verificar a correta posição entre a árvore de manivelas e a árvore do comando de válvulas em relação às referências mecânicas existente no bloco para a árvore de manivelas e a referência do cabeçote para a árvore do comando de válvulas. (Figura 1)

As referências mecânicas nos ajudam a posicionar as árvores correspondentemente, porém, implicam na possibilidade de erro de paralaxe.

No ajuste visual, existe a possibilidade de um erro, em virtude do ponto de referência e a posição angular da tomada de leitura, assim, as árvores podem ficar fora da referência correta.

Ao posicionar a árvore de ma­ni­velas na referência indicada no bloco do motor, também será considerado a correta posição do sensor de rotação o G28, porém, sua constatação, é de difícil acesso, pois, é necessário a remoção da caixa de transmissão, embreagem, e volante do motor.

Com o auxílio de um osciloscópio, é possível verificar a posição correta das duas árvores, a correta posição do G28 em relação à árvore de manivelas e verificar o sincronismo entre as duas árvores com o motor em movimento e em tempo real.

Primeiramente analisamos os sinais individualmente com o auxílio de um osciloscópio quanto a integridade do sinal, valor de tensão, etc. Posteriormente analisamos o sincronismo entre as árvores.

Para isso capture o sinal do sensor G28 com o cabo DSO 1 do osciloscópio, conectando a ponta positiva ao pino 2 do conector do sensor, ou diretamente da unidade de gerenciamento do motor através do pino 53.

Conecte a ponta negativa do cabo do osciloscópio à um bom massa no veículo.

Ajuste a tela do osciloscópio para o modo de medição “auto” com 2 volts por divisão e 10 milisegundos por divisão.

Foto 2

Coloque o motor em funcionamento, visualise o sinal do G28 de forma que seja possível analisar uma volta completa, assim será possível visualisar a falha de dois dentes no início e final da tela. (Figura 2)

Para estabilizar a imagem na tela de forma a parecer estática, utilize a pinça TRIGGER conectada ao cabo de ignição do primeiro cilindro.

Observe a integridade do sinal, o valor de tensão e estabilização da imagem.

Após a análise do sinal, capture o sinal do sensor de fase G40.

Agora utilizando o cabo DSO 2 do osciloscópio conecte a ponta positiva ao pino 2 do conector do sensor G40.

Conecte a ponta negativa do cabo DSO 2 do osciloscópio à um bom massa no veículo.

Ajuste a tela do osciloscópio para o modo de medição “auto” com 5 volts por divisão e 10 milisegundos por divisão. Utilize a pinça TRIGGER conetada ao cabo de ignição do primeiro cilindro para estabilizar a imagem de forma a parecer estática.

Foto 3

Na extremidade oposta à polia dentada da árvore de comando de válvulas existem quatro ressaltos que são utilizados para a leitura do sensor de fase G40. E ao analisarmos o sinal do sensor G40 na tela do osciloscópio, encontramos os sinais dos quatro ressaltos da árvore de comando de válvulas, sendo que há dois pulsos de aproximadamente 5 milisegundos, e dois pulsos de aproximadamente 15 milisegundos e, na sequência o sinal se repete. (Figura 3)

Cada ressalto corresponde à um cilindro do motor, e é utilizado como informação pela unidade de gerenciamento do motor para calcular o momento exato da injeção e também o momento da ignição.

Após analisar a integridade dos sinais dos sensores, ative os dois canais do osciloscópio simultaneamente, e sobreponha os sinais de forma encontrar o sincronismo do motor.

A ativação da pinça TRIGGER é vista como uma seta azul na tela do osciloscópio, e identifica o momento em que ocorre a ignição.

Na sobreposição do G28 com o G40, o flanco de subida do pulso de 5 milisegundos que antecede o pulso de 15 milisegundos deve coincidir com o 14° dente do G28 após a falha de dois dentes. (Figura 4)

Foto 4

Isto porque, o décimo quarto dente do sensor de rotação G28 corresponde ao ponto morto superior do primeiro cilindro da árvore de manivelas, e o flanco de subida da árvore de comando de válvulas equivale a posição de válvula de admissão e válvula de escapamento fechadas.

Dessa forma se constata a correta posição das árvores de manivela e comando de válvulas.

Nota: Não importa qual seja o regime do motor, e a curva de ignição, a sobreposição coincidente do 14° dente e o flanco de subida do G40 será invariável, o que não ocorrerá com sinal da pinça TRIGGER em função do avanço da ignição.

Com esse recurso deixa de ser necessário a remoção da transmissão para a constatação da posição do G28 em relação ao PMS do primeiro cilindro e a posição de sincronismo da árvore de comando de válvulas.

Caso os sinais coletados no osciloscópio indiquem falta de sincronia entre o G28 e o G40, ou seja, entre as árvores de manivelas e comando de válvulas, não saia desmontando a correia dentada, existe também a possibilidade da roda geradora de sinais estar montada errada, desta maneira as árvores estão em sincronia mecânica e sem sincronia eletrônica.

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